segunda-feira, 28 de maio de 2012

Um anjo enfim, desilusão...


A chuva cai lá fora, enquanto o meu silêncio me consome. Os meus pés adormecem sem tuas palavras doces e frágeis e eu me torno o abraço da tristeza ao vento.
O gelo que perfura o meu coração se derrete em teus braços e tuas asas me aquecem quando no meu abismo permanecer. A minha mente se alivia em tua presença e o medo se afasta dos meus olhos tristes.
Este teu jeito simples que o meu amor esperava, agora faz reviver o meu coração e preenche o enorme vazio que nele se encontrava.
Deixa, então que os meus braços toquem as suas asas.
Deixa que o meu peito se aproxime do seu e possa eu sentir teu inocente coração.
Nossas alianças me prendem a ti e não permitem que eu chore as dores que o mundo me faz sentir.
Somente não deixe que nossos anjos se afastem, não permita que fantasmas sem um réliz coração, arranquem minhas asas.
Não permita, antes que eu te ame.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ontem...

Ontem me lembrei de você, quando nos sentavamos a sombra do carvalho ao entardecer na clareira, eu ainda me lembro dos seus olhos inocentes que nunca feriram ninguem me olhando fixamente enquanto adentrava minhas mãos por entre seus cabelos claros.
Me lembro todos os dias de você deitado em meu colo, enquanto se esfriava aos poucos, você morria em meus braços por alguns segundos mas então segurava minha mão e voltava para me fazer companhia novamente.
Me lembro de você como se estivesse aqui agora, comigo a sombra dos nossos encontros e desencontros , mas eu te vi desfalecer em meus braços, sempre soube que te amava, e me deixou.
As pessoas ainda dizem que você está morto, e está, não pra mim.
Eu ainda vou entre o crepusculo sentar me a sombra do carvalho e ainda você está lá do meu lado, mesmo que digam que não.


ontem 
ontem...